
Os principais aminoácidos encontrados em sua composição são principalmente arginina, histidina, isoleucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano, valina e prolina (o mais abundante). São observados também carboidratos (cerca de 29%) que são formados por açúcares reduzidos e quantidades insignificantes de glicose, frutose, rafinose e amido.
Como o valor alimentar do pólen de diferentes fontes, varia grandemente (de 7,02% nos Pinus a 35,5% nas Palmaceas), uma mistura de diferentes fontes botânicas é necessária para propiciar uma dieta balanceada e é isso que a abelha costuma fazer de modo que, em média o pólen coletado por abelhas compara-se em conteúdo protéico com o dos feijões, ervilhas e lentilhas.
A utilização do pólen como complemento alimentar para o organismo humano exerce uma ação tripla sobre o mesmo pois além de atuar sobre o crescimento, regula as funções intestinais e o sistema nervoso, e finalmente fortifica o organismo de uma maneira geral.
O pólen coletado pelas abelhas e interceptado na entrada da colméia por armadilhas caça-pólen, passa apenas por uma desidratação, reduzindo a umidade para 2-8%, evitando assim o crescimento de fungos e outros microrganismos e por um processo de limpeza.
Durante todo o tempo de secagem deve-se utilizar um termômetro, para o controle de temperatura, a qual não deverá ultrapassar os 45ºC. Um período excessivamente longo de secagem à temperaturas mais elevadas provocará perda nas qualidades do pólen. Além disso, haverá alteração de cor e o produto ficará extremamente duro.
Por ser um produto higroscópico, absorvendo água com facilidade, a secagem do pólen deve ser feita em locais fechados , longe de torneiras abertas ou outra fontes de umidade. Terminada a secagem e enquanto aguarda a etapa seguinte do processamento, que é a limpeza, o pólen deve ser acondicionado em frascos de vidro secos e perfeitamente vedados.
O pólen, durante a sua coleta pode se contaminar com impurezas como, fragmentos de abelhas, resíduos vegetais, poeiras, própolis etc. Essas impurezas são retiradas manualmente durante o processo de limpeza, utilizando-se uma pinça, enquanto a própolis presente é facilmente retirada estendendo-se um pano de algodão sobre uma fina camada de pólen: a própolis fica aderida à superfície do pano. A limpeza deve ser efetuada em local bem iluminado, de maneira metódica, paciente e higiênica. Alguns tipos de separadores de sementes podem, com pequenas adaptações, se prestar muito bem a este serviço, embora já existem no mercado separadores de impurezas confeccionados especialmente para esse fim.
Após a limpeza o pólen está pronto para ser comercializado. Deve ser embalado de maneira a ficar protegido da umidade, ácaros, roedores, fungos e bactérias. Para estocagem são recomendados sacos plásticos, hermeticamente fechados, que podem ser guardados em geladeira, à temperatura conveniente para sua boa conservação. Para o consumo as melhores embalagens são potes de vidro de 100 ou 200g de capacidade, que podem permanecer à temperatura ambiente (15 - 20ºC) por longos períodos, desde que mantidos hermeticamente fechados.



